Do imaginário que comunica o que se é a um imaginário que questiona o que se comunicou, na tentativa de fazer rasuras, trazendo para o centro do debate condições outras de olhar para os corpos negros. Nas buscas realizadas nos bancos de dados disponíveis na internet, não foram encontrados artigos, dissertações e teses que discutem corpos negros a partir da diferença. Sabendo das tematizações das/os docentes que colocam o currículo cultural da Educação Física em ação, achamos por bem nos aproximar das produções das/os docentes. Para tanto, analisamos os registros das/os docentes que compartilham as ações pedagógicas através dos relatos de experiência. No site do Grupo de Pesquisas em Educação Física escolar (GPEF), foram selecionados os documentos que colocam os corpos negros no centro do debate ou das questões que envolvem os corpos negros e suas culturas. Não foram identificados relatos de experiência que apresentam os corpos negros como diferença, em sua maioria, discutem questões relacionadas à diferença cultural e, em alguns momentos, trazendo questões que apontam a identidade negra. A partir dessas constatações, surgiu a intenção de experimentar um outro fazer pedagógico no currículo cultural da Educação Física, intencionando formas de inventividade que possibilitem olhar para os corpos negros a partir da diferença. Para tanto, pretende-se realizar uma autoetnografia do trabalho realizado numa escola da rede municipal localizada na periferia da capital paulistana. Os registros desse processo serão submetidos ao confronto com o referencial pós-crítico e os trabalhos de Fanon (2008, 2015), Gilroy (2019), Hall (2016, 2018, 2022), Gomes (2023), Martins (2023), Mbembe (2018, 2019).